Eu tenho saudade de tantas coisas boas e tantas coisas vãs. Por isso descrevo, anoto tudo, assim completo o meu álbum mágico da felicidade...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Carta

Dear,

Sabe quando a gente ama uma pessoa porque ela tem tudo que combina com a gente? Um alguém que conhecemos, sabemos das reações, mas que prezamos tanto pelo sentimento dela que cada palavra, cada olhar, cada gesto tem de ser delicado e cuidadoso para que ela nunca se magoe por algo que façamos ainda que sem querer. Um alguém mágico que aparece nos nossos sonhos ao irmos para a cama e naqueles que basta estarmos vivos para sonhar. É quem a gente imagina quando fecha os olhos cantando uma canção fantástica. Alguém doce, mas não enjoado, que adora falar bobagens conosco e com quem a gente cria um dialeto único de comunicação interna e sublime. Sentimos saudade, excitação pela chegada e tristeza na saída, que nos satisfazemos só de olhar, admirar... que nos impressiona pelas mais ínfimas razões. Alguém que deixa o mundo mais colorido, que nos dá vontade de viver e voltar para casa todos os dias, que nos faz querer amar tudo, porque o sentimento é tão intenso que transborda. Um príncipe, um cavaleiro de coração selvagem e um romântico à moda antiga. 

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Carícias

Fico pontuando motivos para não vê-lo mais, e o que eu quero, mais que tudo, é fazer amor com ele. Durante as últimas semanas tenho vivido como alguém que nunca fui e sempre quis ser. É quase uma interpretação de mim mesma. O eu fílmico tem tomado o meu lugar na vida real. E, é engraçado, pela primeira vez tenho a certeza de que estou vivendo... No entanto, as coisas me parecem tão simples e tão ausentes de sentimento. O nome correto talvez seja consciência... da chegada e da partida. Da volta sem data marcada. Das peças do destino. Agora reconheço que é preciso dar liberdade para se ter amor ou para se ter o retorno cotidiano de alguém. 

 O meu ser vem se alimentando do teu eu, de tu em mim, da minha pele fundida na tua carne, no teu pêlo, no teu hálito... não sei se vai sobrar saudade, mas com certeza vai ficar o desejo latente,  profundo e confesso no meu cotidiano, mente e espaço, sobre os meus lençóis...